sexta-feira, 17 de outubro de 2014

E agora, Mangaratiba?

Ontem foi dia de foguetório em Mangaratiba. Ontem foi absolvida no processo da justiça eleitoral a deputada Andreia Busatto.

E aí... a coisa se embola ainda mais em relação a corrida eleitoral de 2016 em nosso município.

Fico pensando se temos condições de fazermos a melhor escolha depois de vivermos este mandato que derrota Mangaratiba e sua população. Tenho pavor em pensar que teremos novamente o embate entre o horror explícito que estamos vivendo e a idolatria que leva a população a fugir do horror e cair nos braços dos salvadores. 
Foi assim na eleição suplementar que tentou retornar a um tempo distante em que o "pai" foi prefeito em uma Mangaratiba completamente diferente da que vivemos nestes tempos... Que forjou um herói, um paladino e que foi apoiado justamente pelo casal que se fez oposição depois...

Temos muitos candidatos e possíveis candidatos e isso é muito ruim, pois teremos oposição da oposição que faz oposição a situação também.... Ufa!

Teremos o carisma da deputada, a idolatria de muitos ao casal, e aqui não estou entrando no mérito desta idolatria e nem criticando, só constatando, contra a situação que ainda não está definida, pois o sobrinho do prefeito  é ruim de popularidade e de carisma, sem contar o desgaste que o governo do qual ele é "parte inteira" tem junto a população, e as oposições que se formam de forma mais desorganizada... e que está na hora de começar a se reunir e elaborar algo para ajustes ao longo destes dois anos.

Sabe, gostaria de ver um blocão composto de pequenos, grandes, com objetivos claros, com organização, sem medos e com tarefas bem definidas de conscientização a população. Sabe, vejo alguns pré-candidatos, com perfil muito claro de que deveriam partir para outros voos, como deputados, sejam estaduais ou federais e que juntos em um blocão, teriam o apoio do grupo e visibilidade em um governo composto por eles. Vejo bons possíveis secretários, se colocando como pré-candidatos e que dividem o eleitorado. Vejo bons e possíveis legisladores compondo este blocão, mas que divididos não somam para Mangaratiba e sua evolução de cidadania.

Erros e acertos, todos tem, e isso não muda a possibilidade de um bom governo, já que assim é a sociedade e podemos aprender muito com tudo que passamos nos últimos  17 anos.

Tomara Deus que os tempos de vingança, vassouras de fogo, arrogância, nepotismo, subserviência da população, má administração e falta de transparência cheguem ao fim e sejamos donos conscientes de nosso destino e desenvolvimento social.



terça-feira, 14 de outubro de 2014

Entrevista Dr. Ruy - Revista Rota Verde

E lá vou eu para mais um episódio da saga e embalada pela "filósofa contemporânea" ...

"Desejo a todas inimigas vida longa
Pra que elas vejam a cada dia mais nossa vitória
Bateu de frente é só tiro, porrada e bomba
Aqui, dois papos não se cria e nem faz história"

Só que neste caso...eu é que levo tiro, porrada e bomba!

Assim... vou dar meu pitaco na entrevista do Dr. Ruy na Revista Rota Verde que desapareceu dos pontos de distribuição no município. Ou foi abduzida, ou foi para a lista de best sellers.

Bom, todos sabem minha opção para eleição de 2016 em nosso município, para o cargo de prefeito... Não engano, não me escondo e não fujo dos debates quanto a minha opção e escolha. Mas, isto não me faz uma pessoa  sem opinião.
 Por isso, não poderia deixar de comentar o que li, os pontos altos e baixos da entrevista.

Logo na primeira pergunta percebo que o vice, inadvertidamente, se deixou aberto a isto tudo que aconteceu, na medida em que não avaliou perfeitamente o ninho em que se encontrava, pois acreditou que uma gestão mais organizada, que algo mais planejado e que resultaria em resultados mais adiante, com algumas melhoras iniciais e com muitos transtornos imediatos, seriam suficientes para que fosse assimilado por este grupo que qualidade e técnica são  indispensáveis para um gestor.  Política nos moldes em que se pratica no município não visa a prestação de serviços a população, visa o perpetuar-se na gestão. Lamento que o vice, não tenha ouvido as pessoas que o alertaram sobre esta "união" e que até mesmo se afastaram por conta disso. Mas, serve de aprendizado para um político que tem tudo para entrar pela porta da frente e que quando sair, o fará  por esta mesma porta. 

Já estamos cansados de ver só saídas pela porta dos fundos... refeito, bola prá frente!

Depois se fala no embate entre o Secretário de Saúde e o Vice... muito ético da parte dele em reconhecer que o Secretário é um excelente médico... Concordo! Já que isto é de conhecimento de toda a população, mas sabemos que a passagem do Sr. Sérgio pela política, não é das mais brilhantes. Não o foi como vereador, não o foi como gestor. Falta competência e disposição nessas áreas. E isso, não é algo subjetivo, é algo bem claro, considerando o resultado destes voos  mal sucedidos.

E o real motivo do rompimento????? Ora, o município todo sabe e sempre soube! 
 Tria Iuncta In Uno - São três em um ...com um só objetivo, perpetuar-se no poder, através da tríade familiar. Este sempre foi o objetivo, o populismo de um, o caráter de outro e a criatura elaborada com a máquina administrativa.

E apesar de não ser "política", penso que a demora em se pronunciar, não foi saudável para o município, pois deixou crescer uma massa bolorenta demais. Mas, foi honesto em mostrar o quanto ficou abalado com a "passada de perna" que levou e isto só nos mostra que tem a coerência de um homem que está repleto de vontade em acertar. Gosto de gente que expõe suas fragilidades!

Respondeu  de forma clara sobre as melhorias que implantou ao longo deste período, respondeu firmemente sobre a boataria jogada aos ventos, explicou sua situação no partido, esclareceu o apoio aos seus candidatos nesta eleição, deixando bem claro que é parte de um compromisso assumido em 2012 e que não é homem de romper com sua palavra. Nada mais do que isso!

Foi claro, colocou-se sem receios das represálias e como estão dizendo nas ruas, se mostrou confiável e ganhou o respeito de muitos e está pronto para responder qualquer dúvida.


E, não poderia deixar de comentar a entrevista do ex secretário, Marquinho da Ilha... não gostei mesmo!!!!

Ele teria outras formas de mostrar sua indignação e mesmo que tenha se exonerado por não concordar com sua fantasmagórica atuação como secretário, deveria ter tomado outra atitude e não essa falta ética que assusta e muito! Sobrou respeito e ética no Vice e faltou ao Ex -Secretário, afinal, ele se colocou de uma forma Kamikaze, pois vai espirrar para ele e para o prefeito que nada mais tem a perder, pois não vai mais concorrer a nada e devolver esta grana aos cofres públicos é fichinha para o tanto que já possui.

E comecei com Valesca Popozuda e termino com um pouco de Latim... já que sei que muitos bacharéis em direito e alguns advogados lerão o blog!

Memento Audere Semper
 Per ardua surgo

Valeu, vice!

domingo, 12 de outubro de 2014

Só sei que nada sei....



"Só sei que nada sei, e o fato de saber isso, me coloca em vantagem sobre aqueles que acham que sabem alguma coisa." - Sócrates


Tempos de eleição, tempos de informação e tempos de se rever conceitos sociais e culturais.
Não adianta se falar em esquerda ou direita no século XXI, com discursos velhos e que comprovadamente na prática, não levou a humanidade a absolutamente nada!

A história que se aprende como epitáfio de uma época, não leva a sociedade a evoluir...

História deve ser assimilada, analisada e refletida nas consequências do presente e nas expectativas de futuro. E nesta onda de ufanismo a esquerda e ao factoide da direita progressista com atitudes velhas e recheada de conceitos separatistas e rançosos, fico com a sabedoria de um homem simples e estupidamente acima dos demais dirigentes de nações que dominam o mundo e outras que dominam sua própria população que inadvertidamente vai formando gerações de malucos sociais e que não sabem para onde caminhar.


O que vem acontecendo em nosso país, deve ser visto com todo cuidado e analisado com a responsabilidade que vai além do partidarismo, além do bem estar pessoal e de nossas vãs convicções superficiais. Deve-se intuir, deve-se reavaliar, deve ser  repartida opiniões e não digladiada para se ter simplesmente razão... 

 Somos um povo em dúvida que grita nas urnas suas dúvidas... elege-se radicais de direita, mistura-se religião com política, “arrebenta a banca” das urnas com celebridades polêmicas, proclama-se o ódio nas diferenças, diminui-se as opções de quem pensa divergentemente, e estagna-se no desenvolvimento.

Assim, quero repartir um “tantinho” de um homem que me ajuda a consolidar o que penso sobre “ideologias” e como se pode perfeitamente caminhar para novos tempos.
Política com sociedade subserviente como no século XIX, políticos com discursos do século XX e o mundo  em pleno século XXI, é o que não dá mais para aceitar!

José Mujica, presidente do Uruguai, que viveu a luta armada e compartilhou os projetos da esquerda leninista, parece um crítico arguto das experiências socialistas do século XX. Coloca em xeque, em especial, uma crença trágica que marcou a União Soviética e os países que nela se inspiraram: a ideia de que o essencial, para construir uma nova sociedade, era alterar as bases materiais da produção de riquezas. ”Não se constrói socialismo com pedreiros, capatazes e mestres de obra capitalistas”, ironiza o presidente. Não se trata de uma constatação lastimosa sobre o passado ou de um desalento. Mujica mantém-se convicto de que o sistema em que estamos mergulhados, precisa e pode ser superado. Mas será um processo lento, como toda a mudança de mentalidades, e precisa priorizar o choque de valores: tornar cada vez mais clara a mediocridade da vida burguesa e apontar modos alternativos de convívio e produção. Leia a seguir, alguns dos trechos centrais da entrevista:
“A batalha agora é muito mais longa. As mudanças materiais, as relações de propriedade, nem sequer são o mais importante. O fundamental são as mudanças culturais e estas transformações exigem muitíssimo tempo. Mesmo nós, que não podemos aceitar filosoficamente o capitalismo, estamos cercados de capitalismo em todos os usos e costumes de nossas vidas, de nossas sociedades. Ninguém escapa à densa malha do mercado, a sua tirania. Estamos em luta pela igualdade e para amortecer por todos os meios as vergonhas sociais. Temos que aplicar políticas fiscais que ajudem a repartir — ainda que seja uma parte do excedente — em favor dos desfavorecidos. Os setores proprietários dizem que não se deve dar o peixe, mas ensinar as pessoas a pescar; mas quando destroçamos seu barco, roubamos sua vara e tiramos seus anzóis, é preciso começar dando-lhes o peixe”.
“A vida é muito bela e é preciso procurar fazer as coisas enquanto a sociedade real funciona, ainda que seja capitalista. Tenho que cobrar impostos para mitigar as enormes dificuldades sociais; ao mesmo tempo, não posso cair no conformismo crônico de pensar que reformando o capitalismo vou a algum lado. Não podemos substituir as forças produtivas da noite para o dia, nem em dez anos. São processos que precisam de coparticipação e inteligência. Ao mesmo tempo em que lutamos para transformar o futuro, é preciso fazer funcionar o velho, porque as pessoas têm de viver. É uma equação difícil. O desafio é bravo. Há quem siga com o mesmo que dizíamos nos anos 1950. Não se deram conta do que ocorreu no mundo e por quê ocorreu. Sinto como minhas as derrotas do movimento socialista. Me ensinam o que não devo fazer. Mas isso não significa que vá engolir a pastilha do capitalismo, nesta altura de minha vida”.
“Não sei se vão me dar bola, mas digo aos jovens de hoje que aprendemos mais com o fracasso e a dor que com a bonança. Na vida pessoal e na coletiva pode-se cair uma, duas, muitas vezes, mas a questão é voltar a começar. E é preciso criar mundos de felicidade com poucas coisas, com sobriedade. Refiro-me a viver com bagagem leve, a não viver escravizado pela renovação consumista permanente que é uma febre e obriga a trabalhar, trabalhar e trabalhar para pagar contas que nunca terminam. Não se trata de uma apologia da pobreza, mas de um elogio à sobriedade — não quero usar a palavra austeridade, porque na Europa está sendo muito prostituída, quando se deixa as pessoas sem trabalho em nome do ‘austero’ ”.
“Em toda a história do Uruguai, o presidente repartia as licenças de rádio e TV com o dedo. Tivemos a ideia de abrir consultas e processos democráticos baseados em méritos. Pensamos e realizamos! O que certa imprensa diga não me preocupa. Já os conheço. O problema que o diário [uruguaio] El País pode me criticar e se, algum dia, estiver de acordo e me elogiar. Seria sinal de que ando mal”.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Mangaratiba começa a acordar.

Amigos de Mangaratiba, aqui aconteceu o previsto e deve servir para os políticos e seus correligionários...
 Em nossa terrinha, Marina Silva ficou em 1º lugar, com 8745 votos e 39,32% válidos, com Dilma em 2º lugar com 6524 votos e 29,33% de votos válidos. Nesta eleição, invertemos a posição delas em nossa votação de 2010, com números bem próximos nesta troca de posições.

De qualquer maneira, mesmo chateada, fico esperançosa com isso, ao menos por aqui, estamos acendendo o sinal de alerta...

Mangaratiba quer mudanças, mesmo que ainda não tenha se livrado do voto de cabresto para os cargos eletivos mais próximos. Mas, estamos caminhando.


Somos especialmente controversos e assustados, pois mostramos que no executivo, queremos ser representados por algo diferente do que temos em geral e raramente apontamos em outras esferas governamentais este mesmo desejo de mudança. Quase sempre, o voto é motivado por algo pessoal, meio que vingativo, sem a força do coletivo ou então se vota por interesse pessoal, encabrestado por lideranças fajutas.

Destaco também a votação de Tarcísio Motta. Foram 1406 votos que significam muito, pois senti o dedo da educação nesta votação. Não só os profissionais, mas de quem realmente está preocupado com a valorização na Educação.

Aproveito para agradecer em nome de todos nós do PSB a contribuição que Mangaratiba deu a um deputado que era desconhecido por aqui, que na eleição de 2010 teve 11 votos na região e mesmo não podendo fazer campanha em Mangaratiba, por questão ética, por termos um candidato local em nosso partido, se reelegeu e que sem campanha alguma, obteve quase 300 votos só no amor de quem acredita em boa política. Volto  a afirmar que Glauber Braga, me representa!

Agradeço como cidadã a votação de Marina Silva e Glauber Braga!


Os demais "votados" na região devem fazer suas avaliações.... não foi o espetáculo esperado.